FORMA_DE_PENSAR_TITULO

 

SAÚDE E DOENÇA

 

 

Integrar é exercer a capacidade ativada e desenvolvida através das práticas do ser e do estar, do sentir-se e mostrar-se identificado, atuante, fluente e participante. É o resultado do exercício da adequação, naturalidade e comunicação. É o efeito de viver, compreender, ajustar e evoluir as relações. É a ausência do sentimento de segregação. É a experiência da completitude.

 

           

O Homem, o SER sob a forma humana, como Energia Individualizada em busca de evolução, vive e é capaz de reconhecer emoções e sentimentos de diferentes qualidades e reage, de forma também diferenciada, a cada experiência. A experienciação se dá através da movimentação seqüenciada de impulsos que, constituídos de vibrações específicas, emitidos pelos Centros de Força, refletidos e vibrados pelas estruturas compatíveis àquela qualidade vibratória, tomam forma e transitam pelos segmentos corporais correlacionados. Os segmentos corporais são instrumentos de tradução, manifestação e materialização dos impulsos e de promoção das reações físicas e biológicas que permitem sua conscientização e satisfação.

A capacidade de identificação e utilização dos impulsos depende dos estágios de centramento, percepção, interpretação e liberdade expressiva já alcançados pelo indivíduo. Quando adequadamente utilizados, os impulsos são evoluídos, transmutados e, através da ação, retornam ao Cosmos, permitindo a realimentação do SER, aprimorando o indivíduo naquela função e contribuindo para a expansão do Universo pessoal e coletivo.

A saúde é o estado que se conquista através da expressão, original e espontânea, dos impulsos e sentimentos emanados pelo SER. É a experiência do sentimento de integridade, de presença lúcida em cada momento, do exercício pleno dos propósitos e desígnios da própria Essência. A saúde decorre da expressão livre do interno, do uso dos dons e talentos peculiares, da criação e recriação contínuas de novas possibilidades de crescimento e evolução.

A sensibilidade, capacidade inata para a percepção, é o elo entre o Ser Humano e sua origem espiritual, é o veículo que propicia o contato com a verdade humana em todos os planos da existência. Sua manutenção, experienciação e ampliação são essenciais à preservação e evolução da saúde. A existência de limites natos faz parte da escolha do SER e envolve qualidades e potencialidades que necessitam ser desenvolvidas nesta existência. A aceitação dos limites impostos à expressão espontânea, seja por influências históricas, hereditárias, ambientais ou da educação, que desde a concepção do indivíduo cria obstáculos, é que reprime, desestimula e congela a sensibilidade.

As sensações, emoções e sentimentos, quaisquer que sejam e em qualquer situação, sinalizam o experienciar da vida. São as labaredas que alimentam o indivíduo e a Humanidade e despertam a singularidade e significância de cada vivência. Quando validadas, orientam e favorecem paz, adequação, alegria, prazer...saúde.

No esforço de saúde, a maioria dos indivíduos busca, no externo, o “equilíbrio”. A formação e programação habituais impõem o esquecimento de que o verdadeiro equilíbrio se encontra no interno e a falta desse conhecimento leva o indivíduo a confundir equilíbrio com a “estabilidade” adquirida quando aceita a condução externa e conquista a aprovação de seus atos. O adotar das regras de convivência e boas maneiras garante, ainda que aparentemente, segurança, aceitação e “amor”. O cultivo de comportamentos que satisfazem mais aos outros do que a si mesmo exige a inibição de vontades e necessidades, limita a expressão e a criatividade e estimula o predomínio do intelecto e da racionalidade.

Em função da dependência da valorização pelo externo e da resistência ao processo de auto-aceitação, o indivíduo mantém os Corpos Emocional e Mental em constante conflito e o Corpo Físico, reflexo direto do movimento da energia, reage discreta e evolutivamente a  este desequilíbrio. Os distúrbios gerados se manifestam, inicialmente, nos planos sutis. A vontade, o sentir e o pensar são funções que passam a ser traduzidas e utilizadas de forma diferenciada pela Pessoa e pela Personalidade. Essa diferenciação gera distanciamento e o distanciamento, a doença.

A enfermidade, entendida como perda da saúde, tem sua base no conflito entre a busca, pela Pessoa, da expressão plena e evolução contínua (o impulso de “ser”) e a forma de expressão permitida ou alcançada pela Personalidade. Por temer a evolução, objetivo de continuidade do SER, pelo medo de que o “vir a ser” leve à confusão de identidade, a Personalidade deseja manter-se em estado de inércia, opta por “não ser”, cristaliza-se no que é a forma já conhecida. Gera-se, assim, o desequilíbrio da Energia Vital, a desconexão de si mesmo, o reflexo do conflito de desobediência ao impulso espiritual de “ser”, a negação do evoluir a partir do contínuo “vir a ser”.

O Corpo Físico é o produto final, em constante mutação, da materialização dos impulsos que constituem e se movimentam nos Corpos Sutis. Esses corpos vibracionais respondem aos anseios do SER e estimulam vivências que pretendem evoluir a história pessoal a níveis superiores aos que o indivíduo consegue estruturar, àquelas pretendidas e aceitas pela Personalidade ou reconhecidas pela racionalidade. A função básica do Corpo Físico é a de ser o canal de manifestação das vibrações sutis, é permitir experimento, aprendizado, desenvolvimento de capacidades e de potencialidades, é favorecer a criação e permitir a denúncia da insatisfação quando não há expressão ou utilização adequada dos impulsos já em movimento.

A insatisfação surge quando um impulso primário, embora reconhecido, é negligenciado pela Personalidade. A desordem se instala a partir das tentativas de expressão do impulso, da emissão de impulsos idênticos como esforço de aceitação  e validação de uma necessidade vital ou da expressão livre de um sentimento. Esta condição causa turbulência nos Corpos Sutis e induz a materialização e sedimentação do impulso no Corpo Físico, sob a forma de tensão. 

Se, por inconsciência ou submissão aos valores impostos, não acontece a expressão dos impulsos repetidamente bombeados, a área ativadora (de ressonância ou representativa dos impulsos) entra em stress, reduz sua capacidade criativa e vitalidade, inibe o fluxo local e dos segmentos correlacionados. O impulso sedimentado registra a rejeição do indivíduo àquele movimento e a tensão informa, ao consciente, que aquele não é um impulso aceito pela Personalidade. As áreas de sedimentação guardam a memória da experiência inibida, dos fatos que levaram à inibição e das justificativas e compensações utilizadas. A repetitividade deste processo faz com que a área geradora entre em inatividade, definindo um bloqueio ou um adoecimento.

Como o propósito do interno é viver a experimentação, são mobilizados impulsos que ativam outras áreas corporais, funções ou estados mentais que traduzam as mesmas necessidades de maneira mais aceita pela Personalidade. Disto resulta a estruturação e adoção dos jogos de comportamento, de posturas que tornam o indivíduo distanciado de si, mas adaptado ao meio.

O adoecimento se fará superficial ou profundo, agudo ou crônico, incapacitante ou não, leve ou grave, neste ou naquele órgão ou estrutura, de acordo com o tipo ou grau do desequilíbrio e do processo vivido pelo indivíduo. Os distúrbios são sempre uma forma de purificação dos desequilíbrios, uma tentativa sadia de reencontrar o caminho, a saúde dos pensamentos, sentimentos e ações. Por mais grave e limitante que pareça ser, a doença objetiva movimento, continuidade e crescimento, jamais a estagnação, a passividade e a acomodação.

As manifestações do adoecimento são múltiplas e ainda que os sinais percebidos tragam significado similar, a infinitude de variáveis evidencia a singularidade dos processos e mostra a necessidade, para que haja compreensão daquela manifestação, de que se estabeleça contato com a experiência de vida do indivíduo e seu Universo.

O adoecimento é precocemente sentido, vivido nos planos sutis. A instalação e a valorização de sintomas geralmente é assumida quando as alterações já se definiram a nível celular, quando já se configura um quadro clínico, quando a doença se caracteriza no Corpo Físico, informando que o indivíduo experiencia o último estágio do processo do adoecer e o início do movimento de purificação, de reorganização comportamental consciente para o reencontro com a saúde.

O processo do adoecer pode ser acompanhado observando-se as peculiaridades de suas manifestações, as alterações comportamentais, os níveis de susceptibilidade do indivíduo, o desenvolvimento inadequado das funções corporais ou mentais e as variações na forma estética e funcional do Corpo Físico.

 Toda doença traz a síntese da biografia do indivíduo. É uma condensação das nuances do fluxo da vida, um sinal de que, no desenvolvimento da trajetória pessoal, aconteceram distorções que afastaram o indivíduo de seus propósitos originais e que os comportamentos e posturas adotados necessitam ser conscientizados e reavaliados, para que se reconquiste a adequada fluidez da expressão.

O indivíduo compreende e aproveita o adoecer quando localiza, dentro de si, as informações que favorecem a conscientização e entendimento, quando aprimora a percepção de si mesmo pelo reviver dos processos de nascimento, infância, maturidade e morte que a doença lhe traz. A consciência do fio que seqüencia e torna coerente a existência, faz com que o indivíduo ultrapasse os limites da noção de espaço e estado físico, se projete na concepção de tempo e continuidade, de valor e significado e perceba sua interferência nos planos sutis e a atuação destes planos Espirituais na organização de seu cotidiano.

O SER é atemporal. Isto permite que o presente seja vivido tanto no passado quanto no futuro e sintetize a experiência do passado e do futuro em cada momento. Cada célula guarda a memória de todas as células e de todos os tempos. Quando uma célula registra o adoecimento, tanto é evoluído o registro do adoecimento anterior, quanto potencia-se, no conjunto celular e nas células que dela irão derivar, o entendimento e a consciência da sua função na vida daquele indivíduo. A célula é a matriz ou ponto de partida tanto para o adoecimento quanto para o resgate da saúde.

A aceitação da atemporalidade, o entendimento de que o processo de evolução envolve experiências anteriores, atuais e futuras, favorece a percepção de que a busca da saúde deve se desenvolver no respeito e aproveitamento da capacidade de compreensão e síntese do Corpo Mental.

A predeterminação de valores inibe os movimentos de procura e identificação de mecanismos próprios de expressão e de manifestação do interno, de determinação do que é qualidade de vida para aquele indivíduo. A pré-conceituação retarda a evolução e limita o entendimento das experiências vividas, determinando a necessidade de surgimento, recidiva e evolução de sintomas, como um alerta para o distanciamento entre o que vem sendo internamente desenvolvido e reformulado e a forma como é assimilado e exercido pela Personalidade. Cada indivíduo tem um tempo próprio e essencial de evolução. As manifestações corporais se instalam porque nem sempre é possível aguardar o tempo que a racionalidade exige para a elaboração dos processos internos e, se necessário, elas são mantidas para que o indivíduo possa reconhecer, no dia a dia, suas falhas comportamentais e estruturais.

A capacidade estrutural da forma humana é ainda insuficiente para que a evolução do SER se processe sem distorções. O processo de evolução só acontece quando há a criação e elaboração de mecanismos que, se aceitos pela Personalidade, favorecem a revisão e reformulação consciente dos comportamentos cotidianos. Para que ocorra a evolução, é necessário a percepção, no concreto, de cada um dos sintomas e dos movimentos que inibem o exercício da identidade e da individualidade.

A patologia se faz no cotidiano. A forma de construção da patologia demonstra o nível de consciência já alcançado pelo indivíduo e sinaliza os patamares que podem ser atingidos através daquele adoecimento. É fundamental que o indivíduo compreenda cada um dos fatores que dirigem sua vida atual como reflexo de vidas e experiências passadas e procure evoluí-los segundo o sentir do “aqui e agora”. Os olhos necessitam ver, a mente necessita entender... é básico que se desenvolva o sentir para que cada Pessoa evolua dentro da possibilidade de sua Personalidade e de sua Alma.

Sentir e compreender é caminho de conscientização e de cura. A evolução do SER se faz através do contexto vivencial e comportamental e da Personalidade que permite sua expressão. Tornar nítido e preciso o sentimento do aqui e agora é estimular o reconhecimento, no concreto, das experiências, dúvidas e restrições que, embora dificultem o processo evolutivo e dêem origem ao adoecimento, levam o indivíduo ao desejo de cura. Perceber-se no exercício de construção do cotidiano, observar os efeitos da própria atuação, entender que cada ação espelha a tradução do que se acredita ser, identificar os limites e o controle impostos aos sonhos, fantasias e idealizações, evidencia qualidades, capacidades e erros, permite o autoconhecimento, estimula o estado de presença e favorece a conquista da liberdade de ser no cotidiano individual e coletivo.

Não há cura sem consciência e a consciência deriva do conhecimento do momento presente. O SER necessita que a Personalidade participe com segurança do dia a dia e use de todos os seus mecanismos de expressão para que aconteça a evolução.

Os processos evolutivos se encontram no que é simples, no bucólico, no que está dentro do homem, nos movimentos comuns à experiência diária. O movimento é sempre de expansão e a consciência se expande a cada momento vivido.

O processo de estruturação, expansão, desenvolvimento e amadurecimento das funções físicas e sensoriais acontece em ciclos (setênios) que se caracterizam pelas peculiaridades de suas aquisições e transformações. O entendimento de cada uma dessas fases, de sua interferência e influência em cada momento da vida do indivíduo, possibilita a valorização da sua forma genuína e criativa de expressar, atuar, sentir e pensar e a orientação adequada ao estímulo de potencialidades e qualidades.

O reaprendizado do conhecimento e do convívio com o corpo, a leitura e entendimento de suas manifestações, é fundamental para a prevenção e evolução da saúde nos planos físico e sutis. Cada sinal, sintoma, doença ou conformação física traz sua significância e permite, aos portadores desses sinais, aos pais, orientadores, professores e terapeutas, a identificação do desequilíbrio e aponta o caminho do reequilíbrio, levando à clareza e compreensão do processo.

O retorno à saúde, a essência da cura e do crescimento, é a redescoberta do interno, a expressão plena das emanações do SER, a harmonia entre o que a Pessoa necessita e o que exerce a Personalidade.

 


Sobre o Calor e a Febre...
        
Toda vibração de calor surge quando se intensifica a movimentação da energia.

O calor gera e é gerado pelo movimento e pelo ganho de mais movimento. Surge nas tentativas de reconstrução e de readaptação; nas transformações; na passagem de um estado ou lugar para outro, na busca de um melhor estar.

Vibra na intenção de alimentar os impulsos que constantemente reformulam a forma de ver e de viver a vida, para que haja transmutação, evolução de sensações, sentimentos e formas.

O calor traduz o desejo, o querer, o desejar e querer muito... Traz o auto-acolhimento e o acolhimento do outro, a busca do encontro consigo e com o outro, de um sentir-se verdadeiramente no colo, no seu ou em outro colo.

Quem necessita viver uma febre, a intensificação intencionada do calor corporal, vive a necessidade de acolher a si, de acolher um processo de transformação que é gerenciado pelo Interno.

Todo processo febril é um estímulo para a aceitação de transformações.

A geração de calor leva à maleabilidade e à flexibilidade que permitem a incorporação de uma nova atitude corporal e comportamental. É uma forma de o corpo estimular o auto-acolhimento e a aceitação das mudanças e de quebrar a resistência ao processo de maturação.


No processo da febre há oferta de calor para um Sistema que se via enrijecido, vivido com carência de afetividade, de amorosidade de Pessoa e de autenticidade.


Quando sobe a temperatura do sistema, acontece um maior estímulo e qualificação da função celular. O que se vivia com “pouca vida”, torna-se reconhecido, conquista presença, movimento e flexibilidade, alcança nova identidade e nova forma.


A febre traz o calor da forja que permite o desenvolvimento de uma nova forma, uma nova modulação e vibração para a identidade que se estabelecia em parâmetros já inadequados. Reativa a capacidade de reorganização, de recuperação e de retomada da individualidade.

Como instrumento de remodelação, ela estimula e dá a maleabilidade necessária aos processos de qualificação de funções, de ativação de novas funções e potencialidades, na proposta de evoluir e facilitar a manifestação da identidade.


A febre é uma tentativa de purificação e de retomada de identidade em todo o Sistema. Seu calor queima os registros que dificultam ou impedem que um processo de transformação se complete.


Quando algo impede o fluxo natural de expressão e expansão da consciência, o processo febril flexibiliza a estrutura enrijecida e permite que o movimento do Interno se imponha.

 
A febre, mecanismo facilitador dos processos de crescimento e de adequação do indivíduo, é considerada uma manifestação que resulta ou está associada aos distúrbios que, em primeira instância, objetivam a purificação e a reorganização do Conjunto Corpo-Mental. Dificilmente se faz como um sintoma isolado, não é uma causa e sim uma conseqüência. Inúmeros processos internos dependem, para sua concretização, dos efeitos da febre. Em geral, os episódios febris geram mudanças comportamentais significativas.

A febre tem como funções básicas:

- favorecer a transmutação (“queima”) e/ou a mobilização de todo e qualquer impulso, de toda e qualquer energia doente e estagnada, de todo e qualquer registro ou introjeção que dificulte ou iniba os processos de crescimento da Pessoa e de adequação/harmonização do Conjunto Corpo-Mental, no que se refere às emoções, sentimentos e funções relacionados ao segmento ou segmentos envolvidos no quadro clínico;

 
- preparar o indivíduo para os processos:

                                   - de percepção, entendimento, assimilação e/ou incorporação das conquistas obtidas através do distúrbio;

                                   - de crescimento pessoal;

                                   - de reorganização das posturas e comportamentos assumidos pela Personalidade.





Os Corpos Sutis

Autora: Nereida Fontes Vilela
Fonte: Curso de Leitura Corporal

Os corpos da espiritualidade são dimensões muitos sutis das quais temos normalmente pouca consciência e às quais acessamos em estados de interiorização e silenciamento intensos, através de práticas meditativas, contemplativas, de auto-centramento e, às vezes, através de drogas que alteram o estado de consciência. A porta de acesso a tais dimensões são todas as práticas que nos permitem contatar o inconsciente.

Os corpos da personalidade são mais densos e nós temos mais consciência da movimentação deles. Eles constituem o complexo bio-psíquico que o Ser utiliza para experimentar o sentido do sentir, já que a energia precisa corporificar e adquirir forma e emoção para entender o sentir. Entramos no mundo casando energia cósmica com energia material.

Corpo Celestial, Corpo Austral e Corpo Causal são os corpos da espiritualidade e definem o SER ou o EU SUPERIOR, a essência.

O Corpo Celestial repete a vibração cósmica, faz a ligação do Cosmos com o homem, tudo que está dentro está fora, assim como em cima, em baixo, assim como nos céus, na Terra. Tem a memória de todo o processo evolutivo da energia e do Cosmos.

O Corpo Austral tem a memória da nossa humanidade, do nosso Sistema Solar, do tipo de evolução que a nossa humanidade e o nosso sistema busca. Tem a memória coletiva da humanidade como um todo.

Até os corpos Celestial e Austral nós temos a consciência cósmica e a consciência coletiva (inconsciente coletivo e arquetípico). Até estes corpos nós somos indiferenciados, mais num nível quantitativo do que qualitativo.

É no Corpo Causal que temos a memória da nossa história individual, é neste corpo que nós diferenciamos qualitativamente a nível do grau de evolução individual, do percurso experencial pessoal. No Corpo Causal temos o registro do nosso percurso, registros que nos possibilitaram a evolução num nível individual, transformando nosso karma. Nesse nível podemos contatar a história da nossa alma.

Os corpos Emocional,  Etérico, Mental e Físico são os corpos da Personalidade.

O Corpo Emocional ou Astral é o corpo que mais tem proximidade com os corpos da espiritualidade, pois ele vive a sensação. Não podemos tocá-lo, mas através dele nos sentimos internamente, sentimos a vibração. Ele vive a emoção, lida e processa todos os sentimentos.

O Corpo Mental faz o reconhecimento e a tradução da vibração emocional. Ele tem a memória dos códigos que nos permitem entender conscientemente que tipo de vibração está acontecendo no nível emocional. Ele nomeia. Dá nome à vibração emocional. Enquanto a vibração é emocional, nós não temos consciência dela, é o corpo Mental que reconhece, identifica e nomeia a emoção. O Corpo Mental é o grande tradutor. Ele contém a Intuição, a Razão, o Conhecimento, a Racionalidade e o Intelecto. A Intuição acessa a consciência cósmica; a Razão abstrai e idealiza, faz o entendimento. O Conhecimento dá à Razão a possibilidade de movimentação, de traduzir símbolos e isso completa a nossa Razão. O Intelecto trabalha questionando, analisando, elaborando e aprendendo dados e a Racionalidade analisa, justifica, faz o pensamento lógico-dedutivo, concreto.

Quando todas as funções do Corpo Mental interagem, temos uma funcionalidade mental sadia, mas se o Racional se sobrepõe, domina, vamos estressando e cansando a mente, reduzindo a capacidade de intuição, percepção sutil e entendimento real. O Mental permite ou não a liberação dos impulsos. O Mental sadio faz com que o indivíduo possa ter uma consciência mais “consciente", um entendimento dos impulsos que estão sendo mobilizados internamente.

O Corpo Etérico é um campo energético, constitui um campo vital que sustenta os tecidos físicos. Ele consiste numa teia de linhas de força sobre a qual se modela e se firma a matéria física dos tecidos do corpo. Ele tem a mesma conformação do corpo físico. É também chamado de Duplo Etérico porque preenche tanto o interno quanto o externo do corpo. Quanto mais se projeta ou quanto mais se internaliza, mais sutil ele se torna. É percebido a uma distância de 2 a 3 cm do corpo onde ele é mais denso. Ele faz a ligação dos corpos e além dos corpos. Ele não permite descontinuidade, forma uma teia de canais que intermeiam e interligam todo o universo. É através do Etérico que movimentamos os processos telepáticos e a cura pelas mãos. Ele transporta todas as informações, conhece todos os endereços. Nós todos estamos ligados através do Etérico. Ele não permite vazios, interliga o indivíduo aos seus corpos e ao universo e movimenta todos os impulsos internos. Ele não tem função autônoma, é dirigido pelo Corpo Emocional e pelo Corpo Mental, ficando passivo ao comando.

O Corpo Físico é a materialização das vibrações dos outros seis corpos. Ele responde, é o produto de toda movimentação dos outros corpos. Tem um nível de densidade que nós podemos localizar com nossos cinco sentidos. Ele tem a função de viabilizar, concretizar, expressar um impulso que foi movimentado pelos corpos sutis. Através do corpo Físico nós temos a capacidade de realizar, de fazer. Ele concretiza a experiência e libera a energia. Dos sete corpos, o primeiro que adoece pelas nossas dificuldades é o Corpo Emocional, em função de uma inibição do Mental sadio e o último a adoecer é o físico.

 

   
   
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